Cigarro: Crianças exposta ao fumo

Um estudo britânico indica que uma grande quantidade de crianças são tratadas todos os anos por terem sido expostas ao fumo passivo.

Steve Ryan, diretor do Hospital Alder Hey, em Liverpool, disse que a incidência de muitas doenças como bronquite, asma e infecções nos ouvidos seria reduzida se os pais parassem de expor seus filhos ao cigarro.

Os pesquisadores examinaram os dados clínicos de 429.906 pessoas, das quais 633 tinham desenvolvido um câncer de bexiga.

Comprovaram que ser fumante passivo na infância aumenta em 38% o risco de desenvolver a doença na idade adulta.

Cigarro e Criança

Também foi constatado que, por cada cinco anos que se demora para começar a fumar, o risco de desenvolver a doença diminui 19%.

Portanto, quanto mais jovem se começa a fumar, mais risco de desenvolver a doença.

O câncer de bexiga é o quarto câncer mais comum entre os homens no Reino Unido, e o décimo entre as mulheres.

“As pesquisas anteriores demonstraram que existe uma forte relação entre fumar e o câncer de bexiga”, afirmou uma das autoras do estudo, Naomi Allen, da Universidade de Oxford.

“Entretanto, este estudo sugere que os jovens fumantes passivos têm mais risco de desenvolverem a doença na vida adulta”, declarou.

Esta nova informação se junta a suspeita existente de que “as crianças e adolescentes são mais vulneráveis que os adultos aos efeitos negativos da fumaça do tabaco”, disse Allen.

Com relação aos fumantes ativos, seu risco de contrair esse tipo de câncer, que de início é quatro vezes maior que em não fumantes, aumenta dependendo da intensidade e duração de seu vício.

Por cada cinco cigarros fumados por dia, o risco aumenta 18%, e por cada cinco anos como fumante, sobe 14%.

Os ex-fumantes têm o dobro de risco que os não fumantes de desenvolverem a doença, embora esta proporção diminua à medida que passa o tempo desde que deixaram o hábito.

“Isto demonstra que deixar de fumar funciona”, declarou Allen.

O diretor médico da Cancer Research UK, John Toy, disse que “embora sejam necessários mais estudos que corroborem os efeitos de ser fumante passivo na infância, as descobertas deste estudo apóiam o argumento daqueles que apóiam a decisão de proibir o hábito de fumar em locais públicos”

A Fundação Britânica para o Pulmão afirma que 17 mil crianças por ano, com menos de cinco anos, recebem tratamentos médicos por causa da exposição à fumaça de cigarro.

Steve disse à BBC que 6% das crianças atendidas no seu hospital recebem cuidados médicos por causa do tabagismo dos seus pais.

Quase um terço das crianças que sofrem problemas respiratórios como asma eram fumantes passivas

O médico disse que o maior risco é quando os pais fumam dentro do carro confinando as crianças com a fumaça concentrada.

As mães fumantes costumam trazer mais problemas de saúde para os filhos do que os pais fumantes. Fumar no mesmo cômodo da casa em que a criança está também eleva muito o risco.

Espero que todos nós pensemos um pouco mesmo não sendo fumante.

Até Breve.

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