Consumo e acesso – As mulheres, quando vão às compras virtualmente, compram principalmente livros, segundo o levantamento do e-bit. No primeiro semestre de 2007, elas gastaram em média 210 reais em produtos das categorias Moda e Acessórios, Cuidados Pessoais e Cama, Mesa e Banho.
No período, foram as mulheres quem consumiram mais produtos de beleza pela web (63%) ou da categoria Vestuário e Acessórios (57%).
Não é à toa que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço entre os internautas. Ao escolher, em uma lista, até cinco alternativas de atividades executadas no seu tempo livre, 60,8% das brasileiras optam por navegar na web para seu lazer, segundo levantamento da e-Midia, divulgado nesta quarta-feira (06/03).
A pesquisa, que consultou 5.119 mulheres com até 60 anos de idade em todo o Brasil em outubro de 2007, descobriu também que 9,38% deste público recorre a papos com amigos virtuais quando estão ansiosas, deprimidas ou inseguras.
Diante de uma questão com três opções relativas a fontes de informação, 90,9% das brasileiras afirmaram que usam a web para se manterem atualizadas.
A internet também saiu na frente quando as mulheres buscam informações sobre produtos ou serviços. Neste caso, elas podiam assinar qualquer alternativa – de anúncios impressos e profissionais especializados a indicações de amigos -, mas a internet ficou mais uma vez no topo das opções, com 60,9% das preferências.
A e-Midia revelou ainda que o e-mail é a atividade mais freqüente da mulher brasileira na web. No caso do grupo chamado de “Nativas Digitais”, abaixo de 20 anos de idade, 79% usam o serviço, contra 94% das “Analógicas Digitais”, que têm entre 25 e 31 anos de idade.
No caso do último grupo, os sites de busca vêm em segundo lugar, com 57% de frequência de uso, graças às “pesquisas feitas para auxiliar seu filho no colégio”, segundo o Chief Executive Officer (CEO) da e-Midia, Alexandre Canatella.
As atividades online das analógicas digitais também envolvem ler notícias (50%), usar comunicadores instantâneos(31%) e comunidades online (29%).
No caso das nativas digitais, elas também usam comunidades online (56%), comunicadores instantâneos (49%), sites de busca (33%) e ouvem música (32%).
No caso dos Estados Unidos, o que dispara na preferência das mulheres online são os sites de vídeo: em 2007, o uso entre este público aumentou 120% em relação ao ano anterior, segundo estudo da Pew Internet & American Life Project.
E na opinião de Canatella, o canal mais influente para levar a tecnologia para a vida das mulheres são seus filhos. “Ela pode ouvir CDs, mas quando o filho mostrar um MP3 player, ela vai querer conhecer e provavelmente comprará um igual ou parecido.”


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